O EURO SOBREVIVERÁ?

O presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, afirmou hoje que a União Europeia vai "fazer tudo" para a Grécia continuar no euro, que é um "projecto de paz e reconciliação", mais do que uma "união monetária".
Falando na Assembleia Geral das Nações Unidas, num debate temático de alto nível sobre a situação da economia mundial, Barroso declarou estar confiante após as medidas tomadas pelos "27" para lidar com a crise e afirmou "muito claramente" que o objectivo é "que a Grécia fique na zona euro".
"A União Europeia fará tudo para assegurá-lo", disse o presidente da Comissão Europeia.
"Vamos honrar os nossos compromissos em relação à Grécia e esperamos que o governo grego - actual e futuro - cumpra as condições acordadas conjuntamente para a assistência financeira", adiantou.
Barroso disse que a "vontade do povo grego" será "totalmente respeitada" por Bruxelas, ressalvando que igualmente será tida em atenção a vontade dos 16 países da zona euro que concordaram com as condições de assistência financeira.
O que "os comentadores frequentemente subestimam" em relação ao euro, afirmou, é que a moeda única é, "muito mais do que uma construção monetária", um "projecto de paz e reconciliação que está nas origens da integração europeia".
"É este projecto de paz que ainda nos une para além de dificuldades momentâneas", disse.
Perante a Assembleia Geral da ONU, Barroso defendeu que a crise económica tem uma natureza e impacto global e que as causas da situação na zona euro são as mesmas da que afligiu os Estados Unidos em 2007.
Quando as "bolhas" financiadas pelos mercados financeiros que erraram na avaliação de risco, o sector público aumentou o financiamento à economia, levando à escalada dos défices públicos, que desde então elevaram "dramaticamente" os níveis de endividamento.
Barroso defendeu que "muito foi feito nos últimos dois anos para ultrapassar estes problemas" na União Europeia, uma "resposta robusta" que incluiu a "reparação" do sector bancário, fortalecimento da governação económica, dos mecanismos de emergência e "solidariedade sem precedentes" para países membros afectados.

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