HONRA A QUEM HONRA: VIVO OU MORTO

Falar de alguém que tenha se destacado, por alguma razão, na sociedade é quase imperceptível, enquanto nela houver o fôlego da vida.
Nos parece que é quase natural do ser humano homenagear pessoas que se destacam na  vida política, social, religiosa ou econômica, após a morte.
Quase sempre nos esquecemos de que o indivíduo tem suas qualidades, potencialidades; enfim, uma existência que mereça uma palavra de apreço, pelos seus projetos de vida, independentemente de suas crenças ou ideologias.
No decorrer da história da vida humana, muitos foram reconhecidos heróis ou mesmo vilões. Mas, a sua trajetória histórica só ganhou vida, após a morte. É contraditório. Mas é assim que no geral acontece.
Seria necessário pensar numa forma de fazer homenagens enquanto as pessoas estão vivas.
Recentemente, o mundo perdeu um gênio, um visionário, Steves Jobs. O mundo inteiro teceu comentários sobre a vida de Jobs, um fenômeno no mundo da tecnologia. Reconhecidamente recebeu muitos elogios, até pelos seus concorrentes: após a morte. Merecia elogios vivo ou morto.
Mas, se estamos falando de pessoas que ganham "vida" após a morte. Vamos nos entreter com os que estão vivos e que ironicamente ganharão notoriedade póstumas..
Referimo-nos aqueles que são amados ou odiados, mas que ainda estão vivos. Nesse aspecto, queremos destacar uma ironia: o reconhecimento de seus feitos depois de morto. Morto, até um inimigo vira santo, dependendo de sua afinidade com este.
Muitos políticos, ainda vivos, mereciam uma menção honrosa pelos benefícios à sociedade (são poucos na verdade). Mas a julgar pela contingencia humana, é melhor esperar sua morte, pois terão muitos comentários a relatar.
Temos muito o que falar quando pessoas partem desta vida e pouco a dizer enquanto elas estão vivas.

José Inácio
Editor do blog
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