Fim da URSS e Esquerda no Brasil


Fim da URSS não estremeceu esquerda brasileira, dizem analistas

DA BBC BRASIL

Vinte anos após o colapso da União Soviética, a esquerda no Brasil está mais forte do que nunca, afirma o historiador americano John French, professor da Duke University, na Carolina do Norte.
"A direção política do Brasil desde 1989 (ano da queda do muro de Berlim) ou 1991 (fim da URSS), foi completamente contrária à narrativa global, que tem sido a do declínio e da derrota da esquerda", disse French à BBC Brasil.
Segundo o brasilianista, enquanto o fim da União Soviética mergulhou as esquerdas de todo o mundo em uma crise ideológica, a resposta do PT (Partido dos Trabalhadores), no Brasil, e do Partido Comunista de Cuba, já em 1990, foi a criação do Foro de São Paulo, que reúne periodicamente partidos políticos e organizações esquerdistas.
"Quando eles começaram, os partidos que se reuniam nesses encontros a cada dois anos estavam todos em crise e se perguntando qual seria o futuro da esquerda", afirma.
Duas décadas depois, muitos desses mesmos partidos estão no poder em seus países, observa French, ao citar os exemplos da Frente Ampla (do Uruguai), da FMLN (Frente Farabundo Martí de Libertação Nacional, de El Salvador) e da FSLN (Frente Sandinista de Libertação Nacional, da Nicarágua), todos integrantes do Foro de São Paulo.
"O fato de que eles conseguiram chegar ao poder na última década é realmente impressionante", afirma.

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