Bovespa sobe em mais um dia de forte volatilidade no mercado
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DE SÃO PAULO
A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) começou a semana com volatilidade, dando continuidade à tendência vista nas últimas semanas. Depois de subir mais de 2% no início da sessão, a Bolsa reduziu o ritmo de alta e chegou a cair no início da tarde.Às 13h32 o Ibovespa, principal termômetro dos negócios da Bolsa paulista, tinha valorização de 0,42%, aos 52.670 pontos. Nos EUA, o Dow Jones sobe 0,55%.
No mesmo horário, o dólar comercial era negociado por R$ 1,604, em alta de 0,12%. A taxa de risco-país marca 209 pontos, 0,94% abaixo da pontuação anterior.
A alta no mercado doméstico desacelerou nesta tarde seguindo as Bolsas nos Estados Unidos. Lá fora, os índices foram prejudicados pela nova pressão sobre as ações de bancos.
As ações ao redor do mundo sofreram uma forte onda de vendas nas últimas semanas, prejudicadas pelo crescente temor de recessão nos EUA e uma possível difusão da crise da dívida na zona do euro.
Entre as principais notícias do dia, foi divulgado hoje pelo Banco Central que o mercado elevou a previsão para a inflação oficial para este ano e reduziu a estimativa para crescimento do PIB, segundo o boletim Focus.
A estimativa do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) para este ano passou de 6,26% na semana passada para 6,28% nesta semana. A projeção para o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) teve recuo mais acentuado passando de 3,93% na semana passada para 3,84% hoje na previsão para 2011
Também foi divulgado que o estoque da dívida pública federal caiu 3,93% no mês de julho, passando de R$ 1,8 bilhão para R$ 1,73 bilhão. A queda foi puxada por uma redução na dívida interna, que recuou 4,03% devido ao resgate de títulos ter sido maior do que as emissões em R$ 83,78 bilhões.
Com o agravamento da crise econômica mundial, os investidores migraram no mês passado para os papéis com remuneração atrelada à taxa básica de juros (Selic), cuja participação subiu de 30,91% para 32,61%, próximo do teto da meta para a fatia desses títulos em todo o ano (33%).
Já entre os destaques no exterior, o Índice Nacional de Atividade dos EUA subiu do nível revisado de -0,38 em junho para -0,06 em julho. O número originalmente anunciado para junho havia sido um pouco pior, de -0,46.
A média móvel trimestral do índice, que é considerada mais representativa, melhorou de -0,54 em junho para -0,29 em julho. Três das quatro categorias que compõem o indicador, que é compilado pelo Federal Reserve Bank de Chicago, melhoraram em julho --produção da indústria como um todo, da indústria de transformação e de automóveis.
O governo japonês também informou hoje que vai agir, se necessário, para conter uma valorização acentuada do iene. A afirmação partiu do ministro das Finanças do país, Yoshihiko Noda. Ele comentou que a moeda japonesa parece estar se fortalecendo e que as autoridades monetárias vão intervir se for preciso.
Os investidores devem operar nesta semana na expectativa do discurso do presidente do Fed (Federal Reserve, o Banco Central dos EUA), Ben Bernanke, na sexta-feira, durante a reunião anual da autoridade monetária em Jackson Hole, Wyoming.
Alguns operadores do mercado esperam que o Fed anuncie novas medidas de estímulo, depois que o BC prometeu neste mês manter as taxas de juros em patamar próximo de zero por pelo menos mais dois anos e afirmou que iria considerar mais ações para ajudar a estimular o crescimento.
Fonte: Folha.com
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